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DOR LOMBAR
27/06/2019


Mundialmente, a dor lombar acomete 8 em cada 10 pessoas e é uma das principais causas de afastamento do trabalho e responsável por grande diminuição da qualidade de vida dos indivíduos acometidos, independente do problema que cause a dor. Milhões são gastos com pesquisas sobre a melhor forma de lidar com esse quadro doloroso. Entretanto, apesar de tantas pesquisas, muita informação equivocada permanece na cultura popular, inclusive entre profissionais de saúde, propiciando fonte de desinformação àqueles que possuem esse problema.

Listamos alguns itens que merecem destaque:








EXAMES DE IMAGEM RARAMENTE SÃO NECESSÁRIOS!

Durante a consulta, através de questionamentos e exame físico do paciente, na maioria das vezes, é suficiente para se estabelecer o diagnóstico do problema. Entretanto, o paciente muitas vezes pressiona e julga mal o profissional quando este não pede o exame de imagem, que acaba sendo útil para apenas 5% dos casos, pois acaba não sendo primordial para a adoção da conduta terapêutica, além de gerar um custo desnecessário em 95% dos casos.


ALTERAÇÕES APRESENTADAS NOS EXAMES DE IMAGENS NEM SEMPRE TEM RELAÇÃO COM A DOR APRESENTADA!

Existe a crença que uma coluna indolor é uma coluna sem alterações e também que uma coluna com alterações, tem que doer! Estudos mostram que mais de 20% das pessoas já aos 20 anos de idade e que NUNCA tiveram um episódio de dor na coluna, tem alterações como abaulamento discal e degeneração articular, sendo que essa porcentagem aumenta com a idade. Portanto, essas alterações são comuns do nosso próprio envelhecimento, podendo a dor vir de outra causa que não essas mostradas no exame de imagem. E sendo assim, pessoas com hérnia de disco e desgaste articular podem ter uma vida normal sem sentir dor.


REPOUSO NA CAMA NÃO AJUDA!

Para os casos agudos, o repouso pode até ajudar no início, mas ele deve ser apenas relativo, ou seja, apenas evitar os movimentos que causem piora da dor, e com o passar dos dias pode-se voltar a realizar os movimentos e tarefas cotidianas mesmo que aja alguma dor. Quanto menor a atividade física desenvolvida, maior será o nível de dor apresentado e pior a perspectiva de recuperação.


MOCHILAS NÃO CAUSAM DOR E PROBLEMAS POSTURAIS!

Tida como vilã por muitos anos, em se falando de alterações posturais e dor na coluna, hoje, devido aos resultados de diversas pesquisas, pode-se afirmar que a mochilas são e sempre foram inocentes da culpa. As pesquisas não conseguiram relacionar um índice maior de dor em crianças que usam a mochila em relação àquelas que não usam. Portanto, se uma criança possui dor nas costas, dificilmente será por causa da mochila. Aos pais mais preocupados uma pergunta: das 24 horas do dia, ou seja, dos 1440 minutos do dia, quantos minutos ininterruptos seus filhos passam com a mochila pendurada nas costas? Será que esse tempo seria o suficiente para causar dor?


EVITAR ATIVIDADES OU MOVER-SE COM CAUTELA NÃO AJUDAM A LONGO PRAZO!

É natural que ao iniciarmos um episódio de dor na coluna, evitemos certos movimentos e nos movamos mais lentamente, fato que se resolve conforme a dor vai diminuindo e a tendência é que as atividades diárias voltem ao normal com o cessar da dor. Entretanto, algumas pessoas passam a se mover com cautela e evitar certos movimentos com propósito de prevenir que aja nova crise dolorosa, mas esse comportamento, se torna prejudicial, pois causa mais tensão nas costas e padrões anormais de movimento, podendo esses sim, causarem nova crise de dor.


SONO INADEQUADO INFLUENCIA NA DOR NA COLUNA!

É um ciclo! Difícil ter uma boa noite de sono com dor nas costas e da mesma forma, é mais difícil recuperar dessa dor, sem ter uma boa noite de sono e descanso. Portanto, melhorar a rotina de vida com bons hábitos de sono, certamente, vão ajudar a recuperação de um problema nas costas, além de diminuir o estresse e o cansaço.


ESTRESSE E PREOCUPAÇÃO INFLUENCIAM NA DOR NA COLUNA!

A dor é altamente influenciada por fatores não-fisicos, entre outros, como estresse, ansiedade e humor. Então, ao cuidar desses fatores, realizando atividades prazerosas e/ou se submetendo a terapias para manejo dessas alterações emocionais, como acupuntura, psicoterapia e mudando o estilo de vida, consegue-se uma grande ajuda no alívio das dores.


EXERCÍCIOS SÃO SEGUROS E INDICADOS!

Muitas pessoas com dor na coluna têm receio de se exercitar, achando que pode haver piora da dor. Entretanto, as pesquisas mostram que a prática REGULAR de exercício, além de reduzir a dor e desconforto, traz muitos outros benefícios como melhora do sono, do sistema imunológico e redução da tensão muscular. Mas o exercício deve ser bem orientado e adaptado dentro das possibilidades de cada um.


DOR CRÔNICA PODE MELHORAR!

A dor crônica, que atualmente se prefere usar o termo dor persistente, pode ter sim melhora. Mas como as causas são multifatoriais, não é apenas uma forma de tratamento que fará o “milagre” acontecer. Muitas vezes é necessário um esforço conjunto entre profissionais de saúde e o paciente. A terapia pode incluir, medicamentos, exercícios, terapias manuais, acupuntura, psicoterapia, etc.


CIRURGIAS RARAMENTE SÃO NECESSÁRIAS!

A opção cirurgica é sempre a última alternativa, vai ser indicada somente àqueles casos onde já se tentou todas as outras formas possíveis de tratamentos e a dor ainda é insuportável causando grande prejuízo à qualidade de vida do paciente. Pois estudos recentes sugerem que o resultado das cirurgias na coluna não é melhor que o tratamento conservador no médio e longo prazo, fora o fato que não se pode dar garantias sobre o sucesso da operação. A maioria das pessoas consegue lidar com a dor e compreender seus mecanismos e assim manterem-se ativas, mesmo com alguma dor residual, sem necessitar de cirurgia.



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